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sábado, 10 de dezembro de 2011

Eu às vezes não sei se ainda te consigo entender.. Antes era algo que eu fazia com imensa frequência e fazia-o bem - se fazia. Lia-te como ninguém e adorava devorar cada um dos teus ínfimos pensamentos. Mas as coisas mudaram muito por aqui, desde a tua última viagem ao mundo do nada., ou talvez até seja mundo do tudo, quem sabe?, nunca me deixaste lá entrar., ou até talvez já me tenhas dado a chave para abrir essa portinha de madeira que criaste em torno do teu ser e eu decidi engolir-la. Não foi por mal, eu juro. Só que, sabes Tsuki?, há coisas que merecem permanecer desconhecidas. Porque esse teu lado misterioso, enfeitiça-me. E eu quero que assim continue. Pelo menos, por agora. E tu estás tão diferente Tsuki, e eu não sei como reagir. Um cigarro Tsuki, foi o que tu me pediste. Enlouqueceste? 


   

sábado, 3 de dezembro de 2011

Estás a ver porquê que não podes ir embora? Tem que haver alguém que me limpe as lágrimas quando ele desaparece do meu mundo.., quando ele deixa uma vaga vazia no meu coração. Ainda bem que cá estás para me segurar na chávena de cacau antes de ela cair por eu não ter mais força de a segurar. Ainda bem que cá estás para me acender o cigarro, só porque sabes que me faz bem à alma. Ainda bem que cá estás para me sussurrar melodias e poemas belos durante a noite pois isso acalma-me o coração. Mas sabes?, ele não é como tu, não me deixa sem avisar, nem sequer é típico dele deixar-me.. Não entendo o que se passou. Apesar de tu nunca me deixares completamente não é assim? Tomas sempre conta de mim, à tua maneira. E eu até gosto disso, de certa forma. Tsuki, achas que ele ganhou medo de mim? Achas que foi por isso que ele partiu? Achas que o meu mundo ao descoberto o assustou demasiado? Eu estou a tentar entender, juro! Mas é tão complicado, como é que alguém pode ser tão imprevisível? Para isso já bastava eu..
A verdade, é que a mim já nada me impressiona ou assusta até., mas tu, tu não tens medo de mim, e conheces-me toda. 
Porquê?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Até que enfim, apareceste ontem! As noites sem ti nem sabem ao mesmo. Aliás, creio que nem sabor têm. Mas acho que sempre foi típico teu, desapareceres sem deixares aviso prévio. Deixaste-me preocupada, confesso. Estive quase para pegar no casaco castanho-árvore de pêlo sintético e sair porta fora, para te procurar. Por onde andaste companheiro? Até te podes esquivar à pergunta umas quantas vezes, mas eu vou arranjar maneira de chegar à resposta. E tu bem sabes que sou capaz de percorrer todos os labirintos e jogos mentais da tua alma. Sabes que podes por-me à prova. Por ti, tu sabes que faria qualquer coisa. Mas por agora senta-te só.., bebe um pouco de cacau quente comigo. E eu prometo que não fumo! Mas só porque sei que me odeias ver fumar. Esta noite dormes ali no sofá, e promete-me que não me deixas adormecer; Eu tenho de ter a certeza que não estou a sonhar.